
Conheci meu marido na cadeia e só aceitei ficar com ele se largasse o crime
May 14, 2026 - 00:09:55
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Desde muito cedo, o Mateo viveu como se o próprio corpo anunciasse que algo estava errado. Ataques de pânico aos cinco anos, dores que ninguém explicava, uma inquietação que cresceu junto com ele. Tentou sobreviver do je...
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Published Dec 12, 2025, 00:10:03 long, audio available.
Desde muito cedo, o Mateo viveu como se o próprio corpo anunciasse que algo estava errado. Ataques de pânico aos cinco anos, dores que ninguém explicava, uma inquietação que cresceu junto com ele. Tentou sobreviver do jeito que conseguia: bebendo, fumando, usando para anestesiar o que não sabia nomear. Anos depois, entenderia que não era falta de força. Era doença. E precisava de cuidado. Na pré-adolescência, escondia garrafas e a tristeza. Aos 17, mergulhou em outras drogas. Quase sempre sozinho. Quase sempre querendo se ferir. A música foi o fio que o manteve aqui. Para que ele desejasse viver o amanhã, o irmão passou a chamá-lo todos os dias para tocar. Dessa rotina nasceu a banda Francisco, el Hombre, que se tornou abrigo, propósito e respiro no meio do caos. Mas mesmo ali, entre palcos e trabalho intenso, o vício seguia ocupando todos os espaços. Durante a pandemia, o álcool tomou um tamanho impossível de esconder. Mateo trabalhava, sorria e funcionava para o mundo, mas bebia todos os dias. Até perceber que não conseguia mais socializar sem entrar em pânico. A psiquiatra foi seu primeiro porto seguro. A banda, a família e a companheira, os braços que seguraram sua queda. Vieram duas internações. Uma recaída grave. E, pela primeira vez, um diagnóstico que fez sentido: transtorno bipolar tipo 1, ansiedade, fibromialgia e traços borderline. Nomear a dor abriu caminho para tratá-la. Entre as internações, Mateo transformou sofrimento em criação. No estúdio de casa, produziu músicas que registravam seu processo de cura. Dali nasceu o disco “Neurodivergente”, um retrato honesto das batalhas que carregava por dentro e da esperança que começava a renascer. Publicar essas canções foi também um gesto de abertura: dividir vulnerabilidades para que outros não se sentissem tão sozinhos. O dia em que acordou feliz sem ter bebido, sem ter usado, foi como renascer. A alegria vinha dele. Sem atalhos. A música voltou como cura, não como fuga. E ele entendeu que vulnerabilidade não quebra. Sustenta. Hoje ele sabe que recaídas não apagam o que já foi construído. São parte do caminho. O que importa é o passo seguinte. Um dia de cada vez. Uma decisão de cada vez. E a certeza de que, mesmo depois de ter desistido, a felicidade ainda podia existir. E existiu. Porque ele buscou ajuda. Porque ele não caminhou sozinho.
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